3. O que você precisa saber sobre câncer colorretal

Qual a importância do câncer Colorretal atualmente?

O câncer colorretal é segundo câncer mais prevalente na população, atrás do de próstata nos homens e do câncer de mama nas mulheres. No Brasil o número de casos tem aumentado em todas as populações incluindo jovens abaixo de 45 anos. De acordo com as estimativas do INCA – Instituto Nacional de Câncer – para os anos de 2023-2025 a incidência foi de 44 mil casos novos por ano e um taxa de incidência de 21 casos a cada 100.000 pessoas. 

O que é o câncer de intestino e reto?

O câncer de intestino e de reto mais comum é o adenocarcinoma, que é um processo no qual as células perdem o mecanismo de auto regulação e começam a se proliferar descontroladamente. Esta doença pode estar localizada (restrita ao órgão inicial) ou com metástase ( espalhadas para outros órgãos) como fígado e pulmão por exemplo.

Quais os sintomas do  câncer colorretal?

Os sintomas que podem estar relacionados ao câncer colorretal são: sangramento nas fezes, perda de peso em idade mais avançada, dores abdominais, massas abdominais palpáveis, fraqueza, cansaço, perda de apetite e anemia.

Quais os exames para detectar o câncer colorretal?

O principal exame para o diagnóstico do câncer colorretal é a colonoscopia com biópsias. Dessa forma identificamos na luz do órgão o tumor e fazemos as biópsias para confirmação histológica. Por vezes tumores maiores e avançados podem ser vistos em exames de imagem como um achado na tomografia ou ressonância magnética e faz-se necessário prosseguir com a investigação com a colonoscopia. A tomografia e ressonância magnética são exames são indicados para o estadiamento e a avaliação da extensão da doença.

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Quais fatores de risco para o câncer colorretal?

O câncer de intestino tem tanto sua causa na predisposição genética e familiar quanto nos fatores ambientais. fatores de risco comprovados pela Organização Mundial da Saúde para o câncer colorretal são: Idade avançada, etnia negra, histórico familiar ou pessoal de pólipos ou câncer intestinal, Retocolite ulcerativa e síndrome genéticas como polipose adenomatosa familiar, síndrome de Lynch.

Existem também fatores ambientais que você pode controlar como o tabagismo, excesso de álcool, obesidade, alimentação com excesso de enlatados e embutidos, carne vermelha com churrasco rico com polihidrocarbonetos.

Quais genes estão envolvidos no câncer colorretal?

Existem inúmeros genes e perfis genéticos dos tumores colorretais já identificados como o APC, KRAS, NRAS, MLH1,MSH2,MLH6,MUTYH, STK11 (LKB1). Essa avaliação genética tem importância para definir tratamento com quimioterapia e imunoterapia.

Existe estudo genético para o câncer colorretal?

Sim, é possível fazer estudo preventivo e estudos nas biópsias e peças do tumor com o intuito de adquirir dados e guiar o tratamento.

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Quais os fatores de proteção para o Câncer de intestino e reto?

Existem fatores ambientais comprovados e recomendados pela organização mundial da saúde que conferem proteção ao câncer colorretal esses são: atividade física regular, o uso de aspirina, uso de antiinflamatório não esteroidal, suplementação de cálcio, dieta rica em fibras, frutas e legumes.

Como prevenir o Câncer Colorretal?

O Câncer colorretal pode ser prevenido com base em três ações: 1- Excluir ou evitar os fatores ambientais ruins, 2- Executar os fatores ambientais protetores e 3- Realizar o rastreio do câncer colorretal.

O que é rastreio de câncer colorretal?

O rastreio do câncer colorretal são exames que são realizados a depender do seu histórico pessoal que o classifica em diferentes riscos. Para uma pessoa de risco moderado ( pessoa comum no termo mais prático) as recomendações tem colocado como idade inicial dessa investigação, sem nenhum sintoma ou queixa, a partir dos 45 anos de idade.

Ou seja com 45 anos de idade existe a necessidade de se realizar exames como por exemplo o sangue oculto nas fezes e/ou a colonoscopia. Contudo grupos de maior risco como os que possuem síndromes hereditárias, histórico familiar de câncer na família tem indicações mais precoces para realizar os exames.

Robotica XI rafael pandini

Como é feita a avaliação e estadiamento do câncer colorrretal?

Uma vez diagnosticado o câncer ele precisa ser avaliado em sua extensão local, linfonodal e à distância para isso usamos ferramentas tecnológicas como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e as vezes o PET scan. Dessa maneira tentamos identificar se existe metástases e se o tumor está avançado localmente.

Como é feito o tratamento para o câncer colorretal?

Tanto o câncer de intestino como o câncer de reto tem como seu principal tratamento curativo a cirurgia. A cirurgia é padrão ouro no tratamento de tumores sólidos do trato gastrointestinal, ou seja, as melhores chances de cura são quando se realiza a cirurgia. Contudo em casos que tumores se apresentam-se avançados ou com metástases espalhadas para outros órgãos como fígado e pulmão o tratamento pode ter outros caminhos como quimioterapia, radioterapia e as cirurgias e precisarão ser individualizadas caso a caso. Tumores muito grandes, localmente avançados ou em lugares muito críticos como na borda anal podem precisar de tratamentos neoadjuvantes com radioterapia e quimioterapia para tentar reduzi-los ou até para buscar uma resposta completa como nos casos do câncer de reto.

Existe cura do câncer de reto sem operar?

Em algumas situações, em torno de 20%, a radioterapia pode causar uma regressão total do câncer de reto e a partir disso podemos acompanhar periodicamente sabendo do risco dele voltar ser em torno de 30%. Outra minoria de casos de câncer de reto, cerca de 7%, tem um marcador genético específico de instabilidade de microssatélite e estudos experimentais  tem tido resultados com a imunoterapia apresentando resposta e regressão completa do tumor. Como dito acima cada caso deve ser individualizado pois existe riscos e benefícios para cada opção de tratamento.

Porque fazer a cirurgia do câncer por robótica?

Na verdade a prioridade da cirurgia de câncer é a qualidade oncológica, ou seja a busca pela cura com a menor chance de ele retornar. Quanto a isso deve-se principalmente a técnica operatória, experiência e acerto na cirurgia proposta e para isso não importa se cirurgia for aberta laparoscópica ou robótica. Contudo a robótica e a laparoscopia trazem vantagens na recuperação e menores taxas de complicações. Além disso a cirurgia robótica vem evoluindo e auxiliando o cirurgião a visualizar melhor as estruturas, os vasos e os nervos diminuindo os riscos de sangramento e de disfunções sexuais e urinária e auxiliar na execução dos movimentos com mais destreza e precisão, trazendo melhores resultados.

Como melhorar o resultado da cirurgia para o câncer?

A principal ferramenta de cura é a técnica e habilidade cirúrgica. Além disso a indicação correta na sequência de tratamento é de suma importância. Outros aspectos que consideramos importante na nossa clínica e que comprovadamente trazem melhores resultados é o preparo do paciente com avaliação nutricional e dietas específicas, condicionamento físico com treinamentos específicos, suporte psicológico e apoio familiar que trazem impacto ao diminuir as complicações e acelerar a recuperação.

A mensagem importante

 Existem inúmeras opções de tratamento para o câncer de intestino, quanto mais precoce o diagnóstico melhor é a chance de cura e de sobrevida, e  quando o assunto é câncer as decisões precisam ser individualizadas e em geral necessitam de uma equipe multidisciplinar para a tomada da melhor decisão. 

Mesmo tumores com metástases e avançados podem ter chances de cura, e fatores como a extensão da doença, locais de metástase, volume de doença e o comportamento biológico do câncer terão impacto na resposta ao tratamento.

Perguntas e Respostas

Qual a diferença entre o câncer colorretal, câncer de intestino e o de reto?

O termo colorretal significa colon ( intestino grosso) e reto ( última proção do intestino que tem por volta de 15 cm). Ou seja quando nos referimos a um câncer de reto é quando o tumor está localizado no reto que em geral é até 15 cm acima do ânus. Quando nos referimos a câncer de intestino é desde o ceco ( início do colon direito) até a trasição do reto e sigmoide ( lado esquerdo).

Existe diferentes tipos de câncer colorretal?

A principal histologia do câncer colorretal é o adenocarcinoma, mas outros tipos podem estar presentes como tumores neuroendócrinos e no ânus o carcinoma espinocelular.

Quais os piores alimentos e que aumentam o risco de câncer colorretal?

Exemplos de alimentos a serem evitados e moderados, presunto, salsicha, mortadela, salame, jerk beef, churrasco com queima de carvão, mais de 3 doses de álcool dia.

Quais os melhores alimentos para prevenir o câncer colorretal?

Os melhores alimentos são: Frutas, legumes, castanhas e fibras como aveia.

Qual exame previne o câncer colorretal?

O que previne o câncer colorretal é o rastreio, são exames como o sangue oculto nas fezes e a colonoscopia que podem detectar pólipos e estes serem removidos na colonoscopia. Esse exame é usualmente recomendado a partir dos 45 anos de idade, independente de sintomas.

A partir de que idade vou precisar fazer exames para prevenir o câncer de intestino e reto?

Recomendação hoje é iniciar o rastreio com 45 anos. Existe um aumento na incidência de câncer colorretal na faixa etária abaixo de 40 anos em nível Brasil e mundial

Preciso usar bolsa de colostomia caso faça a cirurgia para o câncer colorretal?

A utilização da bolsa de colostomia ou ileostomia depende da cirugia proposta, do tamanho e da localização do tumor, das comorbidades do paciente dos tratamentos prévios como radioterapia, da altura da costura realizado no intestino. Em geral mesmo quando indicada a confecção do estoma ele costuma ser temporário na maioria das vezes, para algumas cirurgias como amputação de reto e casos com incontinência fecal grave a colostomia passa ser definitiva.

Quais os possíveis sintomas que me fariam suspeitar de câncer colorretal?

Sintomas relacionados ao câncer colorretal são: dor anal, urgência ara evacuar, sensação de esvaziamento retal incompleto, sangramento nas fezes, anemia, cólicas abdominais, cansaço, fraqueza e pera de peso.

Quais exames eu preciso fazer se for diagnosticado com câncer colorretal?

Quando se diagnostica um câncer precisamos fazer um estadiamento que é avaliação local, linfonodal e à distância da doença. Para isso solicitamos exames como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e em casos selecionados podemos usar o PET SCAN. Dessa forma tentamos fazer a análise mais precisa e procurar identificar se o câncer está espalhado. Vale lembrar que lesões muito pequenas não são vistas mesmo com esses exames modernos e no futuro podem aparecer durante o seguimento. Por isso o acompanhamento se dá por volta de 5 anos.

Qual é o melhor tratamento para o câncer de intestino e do reto?

O tratamento para o cancer colorretal é individualizado e depende de uma equipe multiprofissional que envolve cirurgião, oncologista, radiologista e radioterapeuta. O tratamento depende do estágio da doença e existe vários caminhos que podem ser tomados quanto à sequência de tratamento quando a doença está avançada, visando a cura ou ao controle da doença.

A cirurgia cura o câncer de intestino?

O tratamento padrão ouro para o câncer de intestino é a cirurgia. A quimioterapia pode oferecer uma regressão para tentativa de cura cirúrgica ou pode então ser realizada após a cirurgia para diminuir a chance de o tumor retornar.

A cirurgia cura o câncer de reto?

O tratamento padrão ouro para o câncer de reto continua sendo a cirurgia, embora novas terapias como imunoterapia e novas abordagens como terapia neoadjuvante total com quimioterapia e radioterapia tem mostrado bons resultados com resposta clínica completa e regressão do tumor a maioria dos casos ainda exige a cirurgia para o controle local e a cura da doença

Quando precisa de radioterapia para o câncer de reto?

Tumores grandes no reto ou muito próximos do ânus costumam precisar de radioterapia para diminuir a chance do tumor voltar na pelve ou para aumentar a chance de preservação de órgão e esfincteriana. Por isso existem indicações caso-a-caso que são discutidos com equipe multiprofissional

Existe cirurgia robótica para o câncer colorretal?

De longe a maior vantagem da cirurgia robótica está na cirurgia de reto e cirurgias como a colectomia direita com excisão completa do mescolon.  A robótica apresenta vantagens na anastomose intracorpórea, na dissecção precisa do tronco gastrocólico, na dissecção de espaços pequenos e fundos da pelve. Cirurgias como a colectomia total podem ser preferidas por videolaparoscopia devido a liberdade de movimento em diferentes quadrantes, no entanto é uma excelente indicação para qualquer ressecção segmentar do intestino grosso principalmente quando disponível plataformas mais modernas como o DaVinci Xi podem ser bem indicadas pela via robótica.

Quais os cuidados pré-operatórios para cirurgia de câncer?

Aspectos que consideramos importante na nossa clínica e que comprovadamente trazem melhores resultados é o preparo do paciente com avaliação nutricional e dietas específicas imunomoduladoras, suplementos, condicionamento físico com treinamentos específicos, suporte psicológico e apoio familiar  trazem impacto comprovado ao diminuir as complicações e acelerar a recuperação e melhorar os defechos.

 
Qual é a mensagem chave deste artigo sobre o Câncer colorretal ?

A principal mensagem sobre este artigo é que o câncer colorretal tem excelente tratamento principalmente quando diagnosticado em estágios iniciais, contudo devido ao avanço das terapias mesmo em casos avançados com metástase ainda assim existe chance de cura e terapias que podem prolongar a vida e a qualidade. Vale ressaltar a importância de uma equipe multidisciplinar experiente, treinada e alinhada para definir as melhores estratégias de tratamento, indicação da cirurgia e preparo pré e pós operatório.

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Sobre a Dr. Rafael Pandini

O Dr. Rafael Pandini é cirurgião coloproctologista pela Universidade de São Paulo, especialista em cirurgia minimante invasiva, qualificado e com experiência no diagnóstico e tratamento de doenças do cólon, reto e ânus. Tem atuação permanente em um centro de alto volume de tratamento ao câncer do Hospital Israelita Albert Einstein e HMVSC,  atuando tanto da rede privada como no SUS.  É orientador e assistente de programas de residência médica de cirurgia geral e coloproctologia e de cursos de pós-graduação em cirurgia robótica. Participa ativamente como palestrante em diversos congressos e eventos nacionais e internacionais, seu projeto de pesquisa e doutorado é dedicado para o câncer de reto.

Dr. Rafael Pandini

Diretor da Clínica RL Pandini - Cirurgião Geral e Coloproctologia, Oncologia, Endometriose, Doença inflamatória e Orificial.
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Clínica de Proctologia RL Pandini

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Cirurgias e tratamentos

Confira exemplos das cirurgias que realizamos pela nossa clínica:

Cirurgia para o câncer de reto e intestino

Uma das principais áreas de atuação do Dr. Rafael Vaz Pandini que possui formação em cirurgia colorretal oncológica no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo da USP e atuação no grupo de cirurgia colorretal do Hospital Israelita Albert Einstein e no Hospital Municipal da Vila Santa Catarina.

Cirurgia de endometriose intestinal

Dr. Rafael Vaz Pandini é especialista em cirurgia minimamente invasiva para as situações de endometriose intestinal, com atuação contínua na área.  Uma das tarefas do especialista é  definir entre as  diferentes técnicas cirúrgicas aquela com maior eficácia e menor ressecção intestinal, focando na recuperação pós-operatória

Cirurgia para doença inflamatória

Intuito em colaborar com equipe clínica para atingir o resultado ideal nas doenças inflamatórias intestinais como a Doença de Crohn e Retocolite ulcerativa.  Definir o momento ideal, qual a melhor cirurgia realizar e focar na remissão da doença é o objetivo do cuidado. Dr. Rafael Vaz Pandini e sua equipe é qualificada e especializada pra o cuidado e a realização de cirurgias maiores e complexas.

Cirurgia para prolapso e incontinência fecal

Com técnicas de cirurgia robótica e perineais e experiência adquirida no Hospital das Clínicas da USP. O Dr. Rafael Pandini a Dra. Elis Oliveira combinam esforços para o tratamento integral do assoalho pélvico.

Cirurgias orificiais

Aqui se encontram as doenças relacionadas ao ânus, muito prevalentes que parecem simples, mas que necessitam de real atenção e cuidado pois podem causar grande impacto na qualidade de vida. Foco em avaliação minuciosa e em cirurgias que buscam a melhor recuperação com a menor dor no pós-operatório para doenças como hemorróidas, fístulas e fissuras

Cirurgia da parede abdominal/Hérnias

Seja hérnia inguinal, incisional ou diástase do músculo reto abdominal, realize seu procedimento com a técnica robótica, minimamente invasiva ou mesmo convencional. A avaliação individual é determinante para atingir o sucesso e evitar recidivas

Cirurgia da vesícula biliar, colecistectomia

Uma das cirurgias mais frequentes do aparelho digestivo a cirurgia de remoção da vesícula biliar tem retorno rápido para as atividades habituais

 Cirurgia para condiloma anal e HPV

A infecção pelo HPV ( papiloma vírus humano) e o condiloma anal, uma infecção que pode ser transmitida sexualmente. Mais importante do que apenas a cauterização das lesões,  é a avaliação correta e o seguimento para prevenção do câncer de ânus com a anuscopia de magnificação.

Cisto pilonidal

Quadro de infecção crônica com períodos de crise e agudização o tratamento atual  busca alternativas com menores incisões e feridas menos extensas e também a utilização de aparelhos endoscópicos e de laser

Hospitais onde atuamos

Abaixo estão os principais hospitais onde nossos especialistas podem cuidar de você.

Hospital Albert Einstein - Gastrointestinal
Hospital Sirio Libanês - Gastrointestinal
benficencia portuguesa - Gastrointestinais
hospital nove julho - Gastrointestinais
Hospital Santa Joana - Gastrointestinais

Agendamento

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