Fístula anorretal

Secreção, dor ou abscesso recorrente na região anal?

A fístula anorretal pode causar secreção persistente, dor, desconforto, odor, inflamação e novos episódios de abscesso. A avaliação especializada ajuda a confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado para cada caso.

Se você teve abscesso anal ou percebe secreção, dor recorrente ou um pequeno orifício na pele, agende uma avaliação com nosso coloproctologista.

Ponto central

Fístula raramente é apenas um incômodo local.

Em muitos casos, ela representa um trajeto crônico entre o canal anal ou reto e a pele próxima ao ânus. Por isso, pomadas ou antibióticos isolados geralmente não resolvem o problema de forma definitiva.

1 - Identificar o trajeto e se há sinais de inflamação ou abscesso.
2 - Avaliar se a fístula é simples ou complexa.
3 - Definir técnica com foco em tratar a fístula e preservar a continência.

Sinais Comuns

Quando suspeitar de fístula anorretal?

Os sintomas podem variar conforme o trajeto, a presença de infecção e o histórico de abscessos. A avaliação médica é necessária para diferenciar fístula de outras condições anorretais.

Saída de secreção

Secreção, pus, umidade, odor ou mancha frequente na roupa íntima.

Dor ou desconforto

Dor anal, incômodo ao sentar, evacuar ou caminhar, com períodos de melhora e piora

Abscesso recorrente

Episódios repetidos de inchaço, dor, calor local, drenagem espontânea ou necessidade de drenagem médica.

Orifício na pele

Pequena abertura próxima ao ânus, por onde pode sair secreção de forma intermitente.

Febre ou inflamação

Em fases de infecção, pode haver febre, piora da dor e formação de novo abscesso.

Impacto na rotina

Constrangimento, limitação para atividades, receio de odor, secreção ou novos episódios de dor.

Entenda o problema

O que é uma fístula anorretal

A fístula anorretal é um trajeto que pode comunicar a parte interna do canal anal ou reto com a pele ao redor do ânus. Frequentemente aparece após um abscesso anal, quando a infecção drena e deixa um caminho persistente.

Também pode estar associada a condições como doença de Crohn, cirurgias prévias, traumas ou outros processos inflamatórios.

Não é apenas “uma ferida”
O trajeto pode permanecer ativo e voltar a inflamar se não for tratado corretamente.
Não é sempre igual
Existem fístulas simples e complexas, com abordagens diferentes.
Não é apenas “uma ferida”O trajeto pode permanecer ativo e voltar a inflamar se não for tratado corretamente.

Diagnóstico

Como a fístula é avaliada?

O diagnóstico começa na consulta, com história clínica e exame físico. Em fístulas complexas, recorrentes ou com trajetos difíceis, pode ser necessário exame de imagem, como ressonância magnética.

Consulta com coloproctologista

Exame físico e avaliação do trajeto externo

Avaliação de abscesso ou inflamação ativa

Ressonância magnética em casos selecionados

Tratamento

O tratamento depende do tipo de fístula

Em geral, a fístula anorretal exige abordagem cirúrgica ou procedimento especializado. A escolha da técnica considera o trajeto, a relação com os esfíncteres, risco de recorrência e preservação da continência.

Drenagem e sedenho

Podem ser usados quando há infecção, abscesso ou necessidade de controle antes da abordagem definitiva.

Fistulotomia ou fistulectomia

Indicadas em casos selecionados, conforme o trajeto e a relação com a musculatura esfincteriana.

Retalho de avanço

Opção em casos específicos, buscando tratar a fístula com preservação funcional

LIFT

Ligadura interesfincteriana do trajeto fistuloso, técnica utilizada em fístulas selecionadas.

VAAFT / fistuloscopia

Permite visualização direta do trajeto em casos com indicação apropriada.

Laser

Técnica minimamente invasiva para casos selecionados, com objetivo de tratar o trajeto e preservar os esfíncteres.

Tratamento minimamente invasivo com laser e fistuloscopia

Em casos selecionados, técnicas minimamente invasivas podem ser consideradas no tratamento da fístula anal, com planejamento individualizado conforme o trajeto, complexidade e relação da fístula com os músculos esfincterianos.

Possíveis benefícios em casos bem indicados:

• Preservação dos músculos esfincterianos

• Tratamento do trajeto fistuloso com menor agressão aos tecidos

• Menor dor no pós-operatório em casos selecionados

• Visualização direta do trajeto com a fistuloscopia

• Possibilidade de recuperação mais confortável quando comparada a abordagens mais amplas

• Indicação definida após avaliação médica e exames, quando necessários

Fistula com laser

Como funciona

Da suspeita ao plano de tratamento

1

Relato dos sintomas

Secreção, dor, abscessos anteriores, febre, cirurgias prévias e duração do problema.

2

Avaliação Trajeto

O exame físico ajuda a identificar orifícios, sinais de inflamação e suspeita de trajeto fistuloso.

3

Exames indicados

Em casos complexos, recorrentes ou duvidosos, exames complementares ajudam no planejamento.

4

Definição da conduta

O plano pode envolver controle de infecção, sedenho, cirurgia convencional ou técnicas minimamente invasivas.

Precisão

Por que não adiar?

Fístulas podem voltar a inflamar.

A secreção pode parecer apenas um incômodo, mas o trajeto pode permanecer ativo e gerar novos episódios de abscesso. Avaliar o caso permite planejar a conduta antes de novas crises ou complicações.

Médicos especialistas

Atendimento especializado com Dr. Rafael Pandini e Dra. Elis Oliveira

Avaliação médica, orientação clara e conduta individualizada para sintomas anorretais, intestinais e cirúrgicos.

Dr. Rafael Vaz Pandini Cirurgia Geral e Coloproctologia Oncologia, Endometriose, Doença inflamatória e Orificial

Dr. Rafael Pandini

CRM 171262 / RQE  95078 / RQE 96043

Médico cirurgião com atuação em coloproctologia, cirurgia geral, cirurgia colorretal, doenças intestinais, hérnias e condições anorretais.

Formação, títulos e atuação médica

• Doutorado em Gastroenterologia pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo

• Residência Médica em Coloproctologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

• Residência de Cirurgia Geral pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

• Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro

• Título de Especialista em Cirurgia Geral pela Colégio Brasileiro de Cirurgiões

• Título de Especialista em Coloproctologia pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia

• Complementação Especializada em Colonoscopia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

• Certificação Róbótica pela Intuitive e centro de treinamento Hospital Israelita Albert Einstein

• Médico assistente do grupo de Coloproctologia e Oncologia do HMVSC/ Hospital Israelita Albert Einstein

• Certificado pela Sociedade Internacional de Displasia Anal em anuscopia de alta magnificação

• Docente do curso de pós-graduação de cirurgia robótica em Cirurgia do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein

Dra Elis Oliveira - médica cirurgiã

Dra. Elis Oliveira

CRM 199112 / RQE 14418

Médica cirurgiã com atuação em avaliação clínica, orientação ao paciente e acompanhamento individualizado de condições cirúrgicas e intestinais.

Formação, títulos e atuação médica

• Título de Especialista em Coloproctologia pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia

• Título de Especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões

• Pós Graduação e fellow em Robótica em Aparelho Digestivo pelo Hospital Israelita Albert Einstein

• Fellow em Fisiologia Anorretal pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP)

• Coloproctologista pelo Hospital Israelita Albert Einstein

• Residência Médica de Cirurgia Geral pela PUC-SP

• Graduação em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC- SP)

Dúvidas frequentes

Antes de agendar

1. Fístula anal melhora sozinha?

Geralmente, não. A fístula anal costuma formar um trajeto persistente entre o canal anal ou reto e a pele. Por isso, precisa de avaliação especializada para definir o tratamento adequado.

Medicamentos podem ajudar a controlar infecção ou inflamação em alguns momentos, mas geralmente não resolvem o trajeto da fístula de forma definitiva.

2. Fístula é a mesma coisa que abscesso?

Não. O abscesso é uma infecção com acúmulo de pus, geralmente associada a dor, inchaço e inflamação local.

A fístula pode surgir depois de um abscesso, formando um trajeto persistente que pode causar secreção, dor recorrente ou pequenos episódios de inflamação.

3. Todo caso de fístula precisa de cirurgia?

Na maioria dos casos, o tratamento envolve algum procedimento cirúrgico ou abordagem especializada. A técnica indicada depende do tipo de fístula, do trajeto, da relação com os músculos esfincterianos e da complexidade do caso.

Por isso, a avaliação médica é essencial para definir a conduta com segurança.

4. Laser serve para todos os tipos de fístula?

Não. O laser pode ser uma opção em casos selecionados, mas não é indicado para todos os tipos de fístula.

A decisão depende da avaliação médica, das características do trajeto fistuloso, da presença de infecção ativa e dos exames necessários para o planejamento.

5. Posso agendar mesmo sem ter certeza se é fístula?

Sim. A consulta serve justamente para avaliar sintomas como secreção, dor, caroço, histórico de abscesso anal, inflamação recorrente ou desconforto ao evacuar.

A avaliação ajuda a diferenciar fístula anal de outras condições e definir o próximo passo adequado.

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